Retirado de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/899010-japoneses-reproduzem-retina-com-celulas-tronco-de-ratos.shtml
Data: 06/04/11
Japoneses reproduzem retina com células-tronco de ratos
Cientistas japoneses conseguiram fazer com que células-tronco embrionárias de ratos se transformassem, em laboratório, na complexa estrutura a partir da qual se desenvolve a retina.
Mototsugu Eiraku e Yoshiki Sasai, do centro de biologia Riken, de Kobe, descrevem em seu estudo, publicado na revista "Nature", como as células-tronco podem se diferenciar sem a influência química e física de outros tecidos em uma cúpula óptica capaz de formar a estrutura característica da retina.
Para isso, os cientistas utilizaram um inovador sistema de cultivo de tecidos tridimensional.
"O que conseguimos fazer é resolver um problema quase centenário da embriologia, mostrando que os precursores da retina possuem a habilidade inerente de dar origem à estrutura complexa da cúpula óptica", explicou Sasai em um comunicado.
Vale destacar que as células fizeram todo o trabalho sozinhas, sem serem estimuladas, forçadas ou pressionadas para adquirir uma forma específica, segundo os pesquisadores.
A princípio, as células-tronco organizaram-se em uma massa sem padrão de funcionamento, "evoluindo" depois para uma forma com duas paredes correspondente às camadas interna e externa da retina durante o desenvolvimento do embrião.
Segundo a "Nature", a pesquisa pode ajudar no desenvolvimento de transplantes derivados das células-tronco para reparo da retina. E é especialmente relevante para pacientes de um grupo de doenças oculares genéticas, conhecidas como retinitis pigmentosa, que pode levar à cegueira, segundo Sasai.
A doença danifica a retina, camada de tecido no fundo do olho que converte imagens de luz em sinais nervosos e os envia ao cérebro.
Pacientes com retinitis pigmentosa sofrem uma perda gradual da visão, porque as células fotorreceptoras - compostas de bastões e cones - definham e morrem.
Em um comentário, também publicado na "Nature", Robin Ali e Jane Snowden, do University College London, afirmam que o proto-olho autogerado apresenta marcadores moleculares característicos tanto da retina neural, que nos animais é conectada ao cérebro, quanto de uma camada chamada epitélio pigmentado retinal, que ajuda a manter os olhos limpos.
"Uma prova ainda mais impressionante de que estas retinas são genuínas é que, durante a cultura, as cúpulas ópticas sintéticas passam por uma diferenciação celular (...), transformando-se nos principais tipos de célula retinal, incluindo os fotorreceptores", destacam.
Comentário: Realmente é incrível ver como a ciência evoluiu ao longo dos anos e ter a certeza de que vai continuar evoluindo. Todos os assuntos de hoje têm um tipo "tabu" ou vão ter. Um desses casos é esse que era um problema quase centenário da embriologia. Cada vez mais os cientistas descobrem mais coisas e têm mais vontade de descobrir. Essas descobertas são muito importantes para o desenvolvimento da humanidade. Quanto mais tecnologia presente maior é a possibilidade de terem novas descobertas. Estamos num mundo tecnológico e isso nos ajuda.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Retirado de: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/907797-habitantes-do-himalaia-confirmam-teoria-cientifica-sobre-o-clima.shtml
Data: 27/04/11
Habitantes do Himalaia confirmam teoria científica sobre o clima
Um extenso estudo realizado com 250 moradores do Himalaia, no qual foram coletadas as suas observações sobre a evolução da camada de neve ou dos cursos de água nos últimos dez anos, confirma a teoria científica sobre as mudanças climáticas.
O estudo será publicado pela Royal Society (academia das ciências britânicas) na revista científica "Biology Letters".
Os pesquisadores entrevistaram moradores sobre 18 possíveis indicadores das mudanças climáticas ao longo da última década.
Com o objetivo de comparar os resultados, as entrevistas foram acompanhadas por uma pesquisa de grande escala em outras dez cidades da mesma região.
Das pessoas entrevistadas, 75% disseram que atualmente faz mais calor agora do que há dez anos e dois terços disseram que o verão e a colheita chegam mais cedo.
Cerca da metade concordou que há menos neve agora nas montanhas e 70% afirmaram que os cursos de água são cada vez mais escassos.
A metade constatou que certas espécies de plantas brotam mais cedo do que há uma década e que mosquitos têm aparecido em aldeias onde nunca eram vistos anteriormente.
Outro terço indicou que nas fazendas há mais pragas e crescem ervas daninhas.
As observações confirmam os estudos científicos relacionados à temperatura, às chuvas e às espécies no Hilamaia e em outras regiões.
No entanto, segundo a pesquisa, não existem pesquisas que comprovem que a colheita começa mais cedo.
Os moradores que vivem em altitudes elevadas (entre 2.000 e 3.000 metros) são os que mais constataram estas mudanças. Na verdade, os cientistas estimam que as regiões montanhosas e com neve sejam as mais suscetíveis ao impacto da mudança climática.
Trata-se da maior pesquisa já realizada até agora comparando as observações coletadas de populações locais, de um lado, e os modelos científicos, de outro.
Normalmente, estes conhecimentos empíricos são pouco utilizados nas ciências do clima por ser muitas vezes demasiado incorretos ou distorcidos pelas experiências profissionais.
Por exemplo, se um agricultor sofre várias colheitas ruins seguidas, culpa primeiro as mudanças climáticas, ao invés de avaliar as técnicas agrícolas utilizadas ou, simplesmente, cogitar se houve mau tempo.
O Himalaia e seus 15.000 glaciares abastecem com água os oito maiores rios da Ásia, dos quais cinco (o Indus, Ganges, Bramhaputra, o Yangtze e o Amarelo) são suscetíveis de sofrer estresse hídrico nas próximas décadas, com potenciais consequências para 1,4 bilhão de pessoas.
"Apesar dos enormes custos ambientais, econômicos e sociais, não conhecemos bem a extensão das mudanças climáticas e suas consequências no Himalaia", diz o estudo.
Os autores da pesquisa são Kamaljit Bawa, professor de biologia da Universidade de Massachusetts, em Boston (EUA), e presidente da Fundação Ashoka de Pesquisas em Ecologia e Meio Ambiente (Atree, em inglês), de Bangalore (Índia), e o estudante de biologia Pashupati Chaudhary, que pertence à mesma universidade.
Comentário: Importante mobilização dos cientistas. As condições ambientais estão mudando não só no Himalaia mas em todo o mundo. O período em que estamos é de transição. O aquecimento global está prevalecendo e precisamos mudar isso. Pesquisas como essas já foram feitas em vários locais e essa é uma ótima pesquisa. Podemos ver um fragmento que demonstra isso no texto "Trata-se da maior pesquisa já realizada até agora comparando as observações coletadas de populações locais, de um lado, e os modelos científicos, de outro." Foi feita a pesquisa com moradores que sentiram a diferença nos últimos dez anos. Na mídia, muitas vezes estão aparecendo casos como desastres em várias cidades,fato que não ocorria tão freqüentemente a anos atrás.
Data: 27/04/11
Habitantes do Himalaia confirmam teoria científica sobre o clima
Um extenso estudo realizado com 250 moradores do Himalaia, no qual foram coletadas as suas observações sobre a evolução da camada de neve ou dos cursos de água nos últimos dez anos, confirma a teoria científica sobre as mudanças climáticas.
O estudo será publicado pela Royal Society (academia das ciências britânicas) na revista científica "Biology Letters".
Os pesquisadores entrevistaram moradores sobre 18 possíveis indicadores das mudanças climáticas ao longo da última década.
Com o objetivo de comparar os resultados, as entrevistas foram acompanhadas por uma pesquisa de grande escala em outras dez cidades da mesma região.
Das pessoas entrevistadas, 75% disseram que atualmente faz mais calor agora do que há dez anos e dois terços disseram que o verão e a colheita chegam mais cedo.
Cerca da metade concordou que há menos neve agora nas montanhas e 70% afirmaram que os cursos de água são cada vez mais escassos.
A metade constatou que certas espécies de plantas brotam mais cedo do que há uma década e que mosquitos têm aparecido em aldeias onde nunca eram vistos anteriormente.
Outro terço indicou que nas fazendas há mais pragas e crescem ervas daninhas.
As observações confirmam os estudos científicos relacionados à temperatura, às chuvas e às espécies no Hilamaia e em outras regiões.
No entanto, segundo a pesquisa, não existem pesquisas que comprovem que a colheita começa mais cedo.
Os moradores que vivem em altitudes elevadas (entre 2.000 e 3.000 metros) são os que mais constataram estas mudanças. Na verdade, os cientistas estimam que as regiões montanhosas e com neve sejam as mais suscetíveis ao impacto da mudança climática.
Trata-se da maior pesquisa já realizada até agora comparando as observações coletadas de populações locais, de um lado, e os modelos científicos, de outro.
Normalmente, estes conhecimentos empíricos são pouco utilizados nas ciências do clima por ser muitas vezes demasiado incorretos ou distorcidos pelas experiências profissionais.
Por exemplo, se um agricultor sofre várias colheitas ruins seguidas, culpa primeiro as mudanças climáticas, ao invés de avaliar as técnicas agrícolas utilizadas ou, simplesmente, cogitar se houve mau tempo.
O Himalaia e seus 15.000 glaciares abastecem com água os oito maiores rios da Ásia, dos quais cinco (o Indus, Ganges, Bramhaputra, o Yangtze e o Amarelo) são suscetíveis de sofrer estresse hídrico nas próximas décadas, com potenciais consequências para 1,4 bilhão de pessoas.
"Apesar dos enormes custos ambientais, econômicos e sociais, não conhecemos bem a extensão das mudanças climáticas e suas consequências no Himalaia", diz o estudo.
Os autores da pesquisa são Kamaljit Bawa, professor de biologia da Universidade de Massachusetts, em Boston (EUA), e presidente da Fundação Ashoka de Pesquisas em Ecologia e Meio Ambiente (Atree, em inglês), de Bangalore (Índia), e o estudante de biologia Pashupati Chaudhary, que pertence à mesma universidade.
Comentário: Importante mobilização dos cientistas. As condições ambientais estão mudando não só no Himalaia mas em todo o mundo. O período em que estamos é de transição. O aquecimento global está prevalecendo e precisamos mudar isso. Pesquisas como essas já foram feitas em vários locais e essa é uma ótima pesquisa. Podemos ver um fragmento que demonstra isso no texto "Trata-se da maior pesquisa já realizada até agora comparando as observações coletadas de populações locais, de um lado, e os modelos científicos, de outro." Foi feita a pesquisa com moradores que sentiram a diferença nos últimos dez anos. Na mídia, muitas vezes estão aparecendo casos como desastres em várias cidades,fato que não ocorria tão freqüentemente a anos atrás.
VÍDEO!
Retirado de: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/04/professor-de-biologia-da-aula-sobre-os-desreguladores-hormonais.html
Data: 20/04/11
Comentário: Importante vídeo aula que aborda basicamente um assunto muito importante, a nossa saúde e a saúde da natureza. Estudos feitos em animais e em pessoas comprovam que esses desreguladores trazem um risco, como foi o caso dos jacarés na Florida, que mudaram de sexo devido a ação de um agrotóxico e também o caso de mulheres que tomaram algumas medicações e depois tiveram filhas que tinham uma menos capacidade de reprodução e também tiveram maior número de câncer de mama. Para podermos baixar os níveis de casos como esses precisamos tomar algumas imediatas medidas com o tratamento de esgoto como por exemplo a utilização de água oxigenada.
Retirado de: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/04/professor-de-biologia-da-aula-sobre-os-desreguladores-hormonais.html
Data: 20/04/11
Comentário: Importante vídeo aula que aborda basicamente um assunto muito importante, a nossa saúde e a saúde da natureza. Estudos feitos em animais e em pessoas comprovam que esses desreguladores trazem um risco, como foi o caso dos jacarés na Florida, que mudaram de sexo devido a ação de um agrotóxico e também o caso de mulheres que tomaram algumas medicações e depois tiveram filhas que tinham uma menos capacidade de reprodução e também tiveram maior número de câncer de mama. Para podermos baixar os níveis de casos como esses precisamos tomar algumas imediatas medidas com o tratamento de esgoto como por exemplo a utilização de água oxigenada.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Retirado de: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/04/instituto-do-cancer-apresenta-ultrassom-que-dispensa-cirurgia.html
Data: 14/04/11
Instituto do Câncer de SP apresenta ultrassom capaz de destruir tumores
Pulsos de ondas sonoras queimam o tecido doente.
Instituto vai pesquisar aplicação da técnica em tumores malignos em ossos.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) inaugurou nesta quinta-feira (14) um serviço de ultrassom - ondas sonoras de alta frequência que o ouvido humano é incapaz de escutar - para destruir células cancerígenas, sem a necessidade de cirurgia e anestesia. O novo equipamento estará disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Apesar do efeito do ultrassom em tumores já ser conhecido, o novo equipamento consegue focar até mil feixes em um único ponto - com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética. Com o calor, as células cancerígenas são queimadas, sem que o aumento de temperatura afete os tecidos saudáveis vizinhos.
Único na América Latina, o aparelho é de tecnologia israelense e custou R$ 1,5 milhão. Segundo Marcos Roberto de Menezes, diretor do setor de diagnóstico por imagem do Icesp, seis mulheres já foram atendidas com sucesso para casos de miomas - tumores benignos, de tecido muscular e fibroso, conhecidos por afetar o útero.
O Icesp já solicitou protocolos de pesquisa para testar a eficiência da técnica em metástases - câncer que se espalharam pelo corpo - ósseas.
"Essa tecnologia ainda é experimental, não só no Brasil, como em outros centros do mundo", afirma Marcos. "No caso das metástases, a aplicação seria um paliativo, mais indicada para reduzir as dores causadas pelo tumor e aumentar a qualidade de vida do paciente."
Como funciona
O tratamento, no entanto, não serve para qualquer paciente. Um estudo anterior precisa ser feito para saber quem pode passar pelo ultrassom.
"Dois fatores que são levados em conta na escolha das pacientes são o local do tumores e o tamanho deles", explica o médico do Icesp.
A técnica dispensa o uso de anestésicos. "As pacientes ficam conscientes durante toda a operação, recebem apenas sedativos", explica Marcos. Segundo o médico, o procedimento não causa dor intensa. "As pacientes costumam reclamar de dores parecidas com cólicas menstruais, mas isso somente durante o exame."
No caso do uso da terapia contra miomas, as pacientes deitam, de bruços, em uma esteira usada comumente em exames de ressonância magnética. O aparelho de ultrassom fica logo abaixo da cintura.
"A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca onde é necessário"
O diagnóstico por imagem permite conhecer as áreas onde estão os miomas. Após definir os pontos que serão destruídos pelo calor, os médicos começam a disparar as ondas sonoras em pequenos pontos dos tumores. Cada pulso demora apenas alguns segundos. Vários são necessários para queimar uma área inteira. Toda a operação pode levar até, no máximo, 2 horas.
O ultrassom eleva a temperatura das células cancerígenas até 80º C.
"Esse calor destrói qualquer tipo de célula", diz Marcos. "A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca o que é necessário."
Novo laboratório
O Icesp também inaugurou o Centro de Investigação Translacional em Oncologia - uma rede com 20 grupos de pesquisa em câncer. O espaço foi aberto em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin e de Paulo Hoff, diretor do instituto.
Com uma área de 2 mil metros quadrados, o andar no Icesp vai permitir o avanço em estudos sobre o câncer que reúnam conhecimentos de áreas diversas como a biologia molecular, epidemiologia e a engenharia genética. O custo do investimento foi de R$ 2 milhões.
O objetivo, segundo Roger Chammas, professor de oncologia do Icesp e responsável pelo espaço, é reunir todo o conhecimento que se encontra espalhado nas frentes de pesquisa de órgãos como a USP, o Hospital A.C. Camargo e Instituto do Coração.
Entre os equipamentos disponíveis para receber os grupos de pesquisa estão microscópios a laser, sequenciadores de DNA e centrífugas. Haverá também um banco de amostras de tumores, que serão congelados para conservação.
Essa troca de informações é o que classifica o laboratório como "translacional".
"Essa palavra quer dizer que os conhecimentos de uma área em medicina são traduzidos para outra, com o objetivo de fazer o progesso das pesquisas ser integrado", explica Chammas.
Segundo Giovanni Guido Cerri, secretário estadual de Saúde, a importância do espaço está na busca futura de novos tratamentos contra o câncer. “Este novo laboratório e o serviço de ultrassom de alta frequência colocam São Paulo em uma posição privilegiada na rede nacional de atenção ao câncer”, afirma o secretário.
Comentário: Todos os dias percebemos que são criadas novas técnicas para melhorar nossa condição de vida. A saúde é um dos assuntos mais importantes em todo o mundo. Aqui no brasil já tivemos vários avanços tecnológicos a favor da saúde. Essa é uma delas e uma das mais importantes, pois muitas pessoas sofrem com tumores. Há dores que podem ser sentidas nas pacientes, como se fossem cólicas menstruais mas nada é mais grave do que tumor, neste caso. A maior vantagem é que só ataca onde é necessário e não áreas ao redor.
Data: 14/04/11
Instituto do Câncer de SP apresenta ultrassom capaz de destruir tumores
Pulsos de ondas sonoras queimam o tecido doente.
Instituto vai pesquisar aplicação da técnica em tumores malignos em ossos.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) inaugurou nesta quinta-feira (14) um serviço de ultrassom - ondas sonoras de alta frequência que o ouvido humano é incapaz de escutar - para destruir células cancerígenas, sem a necessidade de cirurgia e anestesia. O novo equipamento estará disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Apesar do efeito do ultrassom em tumores já ser conhecido, o novo equipamento consegue focar até mil feixes em um único ponto - com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética. Com o calor, as células cancerígenas são queimadas, sem que o aumento de temperatura afete os tecidos saudáveis vizinhos.
Único na América Latina, o aparelho é de tecnologia israelense e custou R$ 1,5 milhão. Segundo Marcos Roberto de Menezes, diretor do setor de diagnóstico por imagem do Icesp, seis mulheres já foram atendidas com sucesso para casos de miomas - tumores benignos, de tecido muscular e fibroso, conhecidos por afetar o útero.
O Icesp já solicitou protocolos de pesquisa para testar a eficiência da técnica em metástases - câncer que se espalharam pelo corpo - ósseas.
"Essa tecnologia ainda é experimental, não só no Brasil, como em outros centros do mundo", afirma Marcos. "No caso das metástases, a aplicação seria um paliativo, mais indicada para reduzir as dores causadas pelo tumor e aumentar a qualidade de vida do paciente."
Como funciona
O tratamento, no entanto, não serve para qualquer paciente. Um estudo anterior precisa ser feito para saber quem pode passar pelo ultrassom.
"Dois fatores que são levados em conta na escolha das pacientes são o local do tumores e o tamanho deles", explica o médico do Icesp.
A técnica dispensa o uso de anestésicos. "As pacientes ficam conscientes durante toda a operação, recebem apenas sedativos", explica Marcos. Segundo o médico, o procedimento não causa dor intensa. "As pacientes costumam reclamar de dores parecidas com cólicas menstruais, mas isso somente durante o exame."
No caso do uso da terapia contra miomas, as pacientes deitam, de bruços, em uma esteira usada comumente em exames de ressonância magnética. O aparelho de ultrassom fica logo abaixo da cintura.
"A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca onde é necessário"
O diagnóstico por imagem permite conhecer as áreas onde estão os miomas. Após definir os pontos que serão destruídos pelo calor, os médicos começam a disparar as ondas sonoras em pequenos pontos dos tumores. Cada pulso demora apenas alguns segundos. Vários são necessários para queimar uma área inteira. Toda a operação pode levar até, no máximo, 2 horas.
O ultrassom eleva a temperatura das células cancerígenas até 80º C.
"Esse calor destrói qualquer tipo de célula", diz Marcos. "A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca o que é necessário."
Novo laboratório
O Icesp também inaugurou o Centro de Investigação Translacional em Oncologia - uma rede com 20 grupos de pesquisa em câncer. O espaço foi aberto em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin e de Paulo Hoff, diretor do instituto.
Com uma área de 2 mil metros quadrados, o andar no Icesp vai permitir o avanço em estudos sobre o câncer que reúnam conhecimentos de áreas diversas como a biologia molecular, epidemiologia e a engenharia genética. O custo do investimento foi de R$ 2 milhões.
O objetivo, segundo Roger Chammas, professor de oncologia do Icesp e responsável pelo espaço, é reunir todo o conhecimento que se encontra espalhado nas frentes de pesquisa de órgãos como a USP, o Hospital A.C. Camargo e Instituto do Coração.
Entre os equipamentos disponíveis para receber os grupos de pesquisa estão microscópios a laser, sequenciadores de DNA e centrífugas. Haverá também um banco de amostras de tumores, que serão congelados para conservação.
Essa troca de informações é o que classifica o laboratório como "translacional".
"Essa palavra quer dizer que os conhecimentos de uma área em medicina são traduzidos para outra, com o objetivo de fazer o progesso das pesquisas ser integrado", explica Chammas.
Segundo Giovanni Guido Cerri, secretário estadual de Saúde, a importância do espaço está na busca futura de novos tratamentos contra o câncer. “Este novo laboratório e o serviço de ultrassom de alta frequência colocam São Paulo em uma posição privilegiada na rede nacional de atenção ao câncer”, afirma o secretário.
Comentário: Todos os dias percebemos que são criadas novas técnicas para melhorar nossa condição de vida. A saúde é um dos assuntos mais importantes em todo o mundo. Aqui no brasil já tivemos vários avanços tecnológicos a favor da saúde. Essa é uma delas e uma das mais importantes, pois muitas pessoas sofrem com tumores. Há dores que podem ser sentidas nas pacientes, como se fossem cólicas menstruais mas nada é mais grave do que tumor, neste caso. A maior vantagem é que só ataca onde é necessário e não áreas ao redor.
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